12 de jan de 2010

Guerreiro do Vento – Janelle Taylor


Normalmente eu não gosto de histórias com índios. Quando o mocinho E a mocinha são índios aí fica ainda pior, porque não tem aquele impasse de raças diferentes (mim Tarzan e você Jane). Mas eu gostei do nome. Guerreiro é uma palavra forte e muito chamativa e eu fiquei curiosa com o Vento.

O mocinho é Waci Tate, ou melhor, Guerreiro do Vento, enquanto a mocinha é Chumani, ou melhor, Gota de Orvalho. Eles tem histórias semelhantes e são de tribos diferentes. Os dois perderam seus companheiros e filhos durante o ataque de uma outra tribo, são filhos do chefe da tribo, são guerreiros e não estavam apaixonados por seus consortes. O índio que matou suas famílias na verdade é o mesmo. Então eles tem um mesmo objetivo na vida.

Os pajés de suas tribos tem visões semelhantes e acreditam que a união dos dois será benéfica a ambas as tribos. Eles são obedientes (e intimamente já se sentem atraídos um pelo outro) e se casam. Então iniciam a missão que o Criador tem para eles: salvar suas tribos dos índios inimigos e dos homens brancos.

Eu gostei da história. Os dois são um casal bem bonitinho e que se ama desde o início. Tem uma trama bem elaborada com a missão que eles devem realizar para salvar suas aldeias, tem uma índia ciumenta que sabota eles no início e tem até um casal de amigos que forma um par bem bonitinho também. Tem briga, ação, romance muiiiiiito romântico (ele é muito respeitador), tem mistério e tem um desfecho lindo.

Não sei se estou em uma fase exigente, mas mesmo gostando bastante da história eu esperava mais ação na hora do romance. No resto da história tem bastante ação mas entre eles não é hot... é mais morno para esquentando.

Bom romance para aqueles dias em que você precisa de muito amor no coração.

Um trechinho:

Quando participamos da cerimônia de união na minha aldeia, eu não o conhecia e queria que nos tornássemos mais próximos antes de nos unirmos sobre a esteira de dormir; nas nove luas que se passaram desde então, aprendemos muito a respeito um do outro e nos tomamos amigos. Eu também temia me deitar com você como sua esposa, pois não era bom com Besouro Vagaroso na esteira de dormir; agora, acho que entre nós não será como foi com ele.
Não se preocupe, Gota de Orvalho, não vou machucá-la nem afrontá-la. Tenho no coração muitos sentimentos bons e fortes por você, coisas que eu não sentia pela minha primeira esposa.
Sei que o que sentimos é forte e especial, pois o Grande Espírito nos pôs lado a lado. Com o passar do tempo, estou certa de que colocará um grande amor no nosso coração, agora que o desejo já existe nos nossos corpos.
Isso é certo e verdadeiro, mitawin.
Chumani saboreava o carinho que ele fazia em seu rosto. Sabia que alguma força maligna poderia separá-los a qualquer momento, por isso se sentia compelida a tê-lo junto de si por todo o tempo em que caminhassem pela face da Mãe Natureza e respirassem o ar do Grande Espírito. Precisavam se unir num só ser antes que mais trapaças ocorressem e colocassem entre ambos uma distância que mais tarde poderia se tomar intrans­ponível.
Você manteve sua palavra e foi paciente, mihigna ela disse num fio de voz. Quando estiver pronto a se deitar comigo, eu estarei pronta para me deitar com você.
Isso quer dizer esta lua? Ele mal podia acreditar no que ouvira. Aqui? Agora?
Sim. É hora de nos tomarmos companheiros além das palavras proferidas ante nossos povos.


Ah! Gostei muito mais deste do que do outro que li no Desafio Literário...

13 comentários:

Elisandra disse...

Bem a capa é linda....e seus comentários ficarão ótimos...que bom que apreciou mais esse, pelo menos não saiu perdendo como alguns que nao gostaram de nenhum dos livros escolhidos....bjus elis!!!!!!

Lariane disse...

ohhh, parece ser bom mesmo!

Vica disse...

Parece interessante mesmo.

Diana Bitten disse...

Gostei muito do seu comentário e me deu vontade de ler o livro pois, sinceramente, acho que nunca li estórias sobre índios. Fora Pocahontas, claro... rs

Um abraço!!

Cíntia Mara disse...

Oi!

Acho que nunca li nenhuma história de índio, vou anotar a dica.

Bjs

Kézia Lôbo disse...

Ooooo....
Adorei a capa ahuahuahu
Nunca li um romance de banca
com indios, que interessante...
Adorei o estilo do teu blog...
OOOOO
vou virar uma seguidora...
XD

Vivi disse...

Eu gosto da temática, Medéia. Suas ressalvas porém pesariam em minha escolha. Ou seja, não sei se o leria...rs

Beijos

Cris Costa disse...

Querida Medéia,
Como não estou participando do Desafio, fico espiando as resenhas publicadas...
Amei seu comentário: "Não sei se estou em uma fase exigente, mas mesmo gostando bastante da história eu esperava mais ação na hora do romance. No resto da história tem bastante ação mas entre eles não é hot... é mais morno para esquentando."
Gostei da capa, mas seu comentário final, deixou um que de que não fará falta se eu não ler.

Bjs
Adorei

La Sorcière disse...

Medéia, o nome do livro é realmente lindo, mas a capa... nossa... a capa ganha!!!
Bjs :)

M!riam disse...

Medéia!!

Que guerreiro esse da capa, heim menina!!

Que loucura!!

o livro parece realmente bom!

bjs

Natália Alexandre disse...

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Aline Maziero disse...

Medéia,
ainda bem q vc leu esse romance com índio e tudo e gostou, né? sei lá, mesmo um livro da Judith McNaught eu tõ protelando depois que soube que era de índio. Mas quem sabe eu leia, assim como vc. beijo

disse...

Hey Medéia...segundo livro...é isso aí garota. Eu ainda estou em fase de finalização da minha resenha.
Não sei se me animaria a ler o livro.
Parabéns pel dica.

Rê LIma